O tenente-coronel Mauro Cid e o coronel Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL), participarão nesta quarta-feira (13) de uma acareação no STF (Supremo Tribunal Federal) para esclarecer supostas contradições em seus depoimentos. Cid deve afirmar que não soube, nem declarou, que o coronel tenha monitorado autoridades.
As investigações da PF (Polícia Federal) e da PGR (Procuradoria-Geral da República) indicam que Câmara teria monitorado autoridades, entre elas o ministro do STF, Alexandre de Moraes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Interlocutores de Cid, no entanto, afirmam que ele deve esclarecer ter recebido apenas de forma pontual, em dois dias distintos, informações sobre a localização e a agenda de Moraes. Ele também negará ter conhecimento ou ter afirmado que Câmara monitorou essas autoridades de forma contínua.
O encontro presencial entre os militares foi solicitado pela defesa de Marcelo Câmara, após Moraes estabelecer um prazo de cinco dias para a apresentação de pedidos referentes às últimas diligências complementares no caso. O advogado de Câmara afirmou que a acareação tem como objetivo esclarecer contradições relacionadas ao monitoramento de autoridades, que, segundo ele, não foi realizado por Câmara. A participação de Câmara nesse monitoramento teria sido mencionada por Mauro Cid em depoimento, segundo a Polícia Federal.
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