Um estudo da FGV Social apontou que o Brasil teve, em 2024, a maior redução da desigualdade social em anos, impulsionada pelo aumento da renda do trabalho, especialmente entre os mais pobres. Enquanto os 10% mais ricos tiveram um crescimento médio de 6,7% nos rendimentos, os mais pobres viram seus ganhos aumentarem em 10,7%, elevando a média geral para 7,1%.
O estudo, baseado na Pnad Contínua, destacou que esse avanço foi impulsionado pela geração de empregos formais e pela Regra de Proteção do Bolsa Família, que garante a manutenção do benefício mesmo após a entrada no mercado de trabalho. Em 2024, o Brasil registrou a menor média de desemprego da história, com taxa de 6,6%.
Outro destaque foi o aumento da escolaridade entre os mais pobres, o que representa um ganho estrutural para o país. Dados do governo mostram que 75,5% das vagas formais criadas no ano passado foram ocupadas por beneficiários do Bolsa Família, e quase 99% por pessoas inscritas no Cadastro Único. A combinação de crescimento da renda com redução da desigualdade resultou em um aumento de 10,2% no bem-estar dos brasileiros, segundo o índice calculado pela FGV.
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