O bilionário Elon Musk anunciou no último sábado (5) a criação do “Partido América”, após uma enquete realizada no X (antigo Twitter) mostrar apoio majoritário à fundação de um novo partido político nos Estados Unidos. "Hoje, o Partido América é formado para devolver a vocês sua liberdade", escreveu Musk, citando que 65% dos 1,2 milhão de participantes da pesquisa virtual apoiaram a ideia.
O anúncio ocorre em meio a um atrito público entre Musk e o presidente Donald Trump, com quem o empresário vinha mantendo proximidade política. A tensão se intensificou após a aprovação de um pacote de corte de impostos e gastos defendido por Trump, mas criticado por Musk, que ameaçou usar sua fortuna para retirar do poder parlamentares que apoiaram o texto. Em resposta, Trump sugeriu cortar subsídios federais às empresas de Musk, como a Tesla e a SpaceX.
Apesar da repercussão, analistas veem com ceticismo a viabilidade do novo partido. Historicamente, tentativas de romper o domínio de democratas e republicanos fracassaram nas urnas a mais notória foi a candidatura de Ross Perot em 1992, que obteve 19% dos votos, mas não venceu em nenhum estado. Segundo o pesquisador Lee Drutman, se o objetivo de Musk for apenas “perturbar o sistema”, ele pode ter algum impacto. Mas vencer eleições em um sistema tão polarizado permanece uma missão quase impossível.
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