O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) sediou, ontem (04), o Fórum Jovens Cientistas sobre Ecointelegência para o Futuro. O evento internacional promoveu a troca de experiências entre jovens e experientes cientistas do Brasil e da China.
O momento também debateu soluções sustentáveis para os desafios ambientais globais com a presença do ministro de Ecologia e Meio Ambiente da República Popular da China, HUANG Runqiu.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Instituto de Ciências Ambientais do Sul da China (SCIES), o Ministério de Ecologia e Meio Ambiente da China, o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA), a Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (FUEA), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para entender melhor sobre como o evento beneficia a bioeconemia e os negócios no Brasil e no Amazonas, o ON Jornal, conversou com exclusividade com, Elias Araújo, Diretor da FUEA, que falou sobre a importante oportunidade para a construção de soluções que dialoguem com os desafios econômicos, ambientais e sociais da atualidade. Confira:
ON Jornal – Como o CBA está facilitando o desenvolvimento na região amazônica?
Elias Araújo - O CBA é gerido pela Fundação Universitária de Estudos Amazônicos (FUEA), onde nós temos um contrato de gestão com o Ministério da Indústria e do Comércio, para que a gente possa transformar todos os insumos da Amazônia, tudo aquilo que é commodity, numa coisa chamada valor agregado. Ela vem também para trabalhar nas regiões mais distantes das capitais, com a finalidade de chegar nos municípios e gerar oportunidade de emprego, renda e dignidade.
ON Jornal – Quais os maiores desafios que a bioeconomia enfrenta na região e como superá-los?
Elias Araújo - O primeiro desafio é a gente criar condições logísticas para o estado, pois temos 62 municípios. O desafio da logística é muito grande. Outra questão é a gente ter a segurança da cadeia produtiva. A gente tem muitos insumos, mas a gente precisa evitar a sazonalidade da cadeia produtiva.
E outro desafio é a gente ter inteligência para sair da economia linear para uma economia circular. Hoje, o problema do planeta fora, o clima, é o desperdício. Nós desperdiçamos muito, jogamos muito alimento fora, jogamos muitas frutas, muito peixe fora, e a gente não tem uma tentativa de fazer disso riqueza para a nossa população.
ON Jornal – O CBA em parceria com outras instituições realizou o BRICS FÓRUM JOVENS CIENTISTAS SOBRE ECOINTELIGÊNCIA PARA O FUTURO, nesta semana. Como o evento traz soluções para região?
Elias Araújo – Bem, o momento foi uma oportunidade para que jovens cientistas debatessem sobre ecointelegência para o futuro e promovessem a troca de conhecimentos inovadores voltados aos desafios nos âmbitos econômico, ambiental e social.
Nosso objetivo foi proporcionar um ambiente favorável à busca de soluções que contribuam para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com foco especial na promoção da dignidade dos povos do Amazonas e da Amazônia.
Durante o evento, diversos pesquisadores apresentaram uma síntese de seus estudos e compartilharam os desafios de fazer ciência na região.
ON Jornal – Como o evento ajuda a transformar o debate sobre inovação na Amazônia?
Elias Araújo – Veja, essa programação aconteceria em Brasília, mas não poderíamos falar sobre a Amazônia sem realizar um evento dessa magnitude aqui, no Amazonas, em Manaus. Somos o berço da biodiversidade, do bioma e de um ecossistema único. O ministro ficou extremamente satisfeito com a oportunidade de trazer a expertise chinesa e criar uma sinergia com o ecossistema amazônico.
O porta-voz do Ministério do Meio Ambiente da China, destacou que o país está empenhado na assinatura dos novos acordos climáticos.
ON Jornal – O que esperar dessa parceria Amazonas-China no setor de inovação e desenvolvimento?
Elias Arapujo – A Fundação Universitas tem uma preocupação em tirar do anonimato as ações de sustentabilidade que são feitas aqui e no mundo. Sempre estaremos abertos a todos os institutos, do Brasil e de outros países, para somarmos para o bem da sustentabilidade.
Nesse fórum teve um instituto da China, que é o Instituto do Sul da China, que mostrou o quanto eles já estão atuando na questão da sustentabilidade. Esses boas praticas é que queremos mostrar para o nosso pesquisador loca. Fazer esse intercambio de conhecido.
Tudo que for para boas praticas de aplicação de conhecimento o CBA e a FUEA farão.
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