A Eletrobrás registrou a adesão de 2.462 funcionários ao Plano de Demissão Voluntária (PDV) lançado em 31 de outubro, o equivalente a 90% dos elegíveis, disse a companhia à Reuters nesta sexta-feira.
A informação confirma matéria publicada mais cedo pela Reuters, a partir de uma fonte da empresa.
Na reportagem, a Reuters informou ainda que a elétrica estuda a possibilidade de um novo programa em 2023 para atingir o número de trabalhadores que considera ideal para aumentar a eficiência, segundo a fonte que falou na condição de anonimato.
Sobre esse tópico, a Eletrobras apenas respondeu por meio da assessoria de imprensa que "não há previsão de lançamento de novo PDV até o fim do ano", após ser consultada.
O primeiro PDV da Eletrobras privatizada abrangeu todas as empresas do sistema (Eletrosul, Chesf, Eletronorte e Furnas), em um plano focado em funcionários aposentados pela previdência oficial ou aqueles que estavam prestes a se aposentar.
Liminares judiciais, contudo, estão barrando o PDV em três bases de Furnas --Rio de Janeiro, Angra dos Reis e São Paulo--, disse a Eletrobras recentemente, acrescentando que busca reverter na Justiça as decisões que envolvem 345 adesões. Para as demais empresas e outras bases de Furnas, o PDV está mantido em sua íntegra.
Os desligamentos previstos no PDV, que tem um custo estimado de 1 bilhão de reais, devem ocorrer entre dezembro deste ano e abril de 2023.
Uma consultoria vem trabalhando com a Eletrobras em estudos para "otimização" do quadro de empregados. "Já houve adesão de aproximadamente 2.500 nesse primeiro PDV, e há espaço para um outro em maio de 2023", disse mais cedo a fonte com conhecimento do assunto.