Praticantes, religiosos e pesquisadores afirmam que eleitores de religiões de matriz africana e afro-brasileira ainda encontram pouca representatividade nas campanhas eleitorais de 2026. O tema ganhou destaque diante do crescimento do número de pessoas que se identificam com essas tradições. Segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a categoria que reúne umbanda, candomblé e outras religiões afro-brasileiras representa cerca de 1,0% da população de 10 anos ou mais.
Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a baixa presença do segmento no debate político está relacionada, entre outros fatores, à intolerância religiosa. A advogada e umbandista Lívia dos Santos afirma que é difícil para praticantes de religiões de matriz africana se reconhecerem na representação política. O pesquisador e pai de santo Leonardo Vieira, da Universidade Federal Fluminense (UFF), também destaca a organização política existente nos terreiros e defende que esse eleitorado não seja desconsiderado nas disputas eleitorais.
A intolerância religiosa também aparece entre as preocupações do segmento. Dados oficiais do Disque Direitos Humanos (Disque 100) reúnem registros de denúncias de violações de direitos humanos, incluindo casos relacionados à intolerância religiosa. O serviço funciona 24 horas e recebe denúncias gratuitamente, que são posteriormente encaminhadas aos órgãos competentes.
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