Diferente do Brasil, votar não é um ato obrigatório nos Estados Unidos, e sim facultativo. Ou seja, cabe aos cidadãos decidirem se votam ou não, sem a aplicação de multas ou a necessidade de apresentar uma justificativa caso não votem.
Com isso, a tarefa dos candidatos é, além de convencer a população de suas propostas, engajar as pessoas e tentar fazer com elas queiram votar – o que será ainda mais difícil este ano em razão da pandemia do novo coronavírus.
A Constituição norte-americana prevê o voto como um direito e não como um compromisso – “o direito de os cidadãos dos EUA votarem não deve ser negado”. A primeira votação, em 1789, foi limitada apenas a homens brancos e donos de propriedades, explicou à CNN Louis Caldera, ex-secretário do Exército dos EUA (de 1998 a 2001, na gestão do presidente Bill Clinton) e professor de Direito da Universidade Americana, em Washington.
Ao longo dos anos, algumas emendas foram aprovadas, como as que expandiram o direito do voto a não proprietários de terras, aos negros e às mulheres, mas nenhuma delas tornou o cidadão obrigado a participar de votações locais, estaduais ou mesmo presidenciais.
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