As eleições parlamentares da Suécia terminaram ontem (13) com uma disputa acirrada entre o bloco de direita, liderado pelo primeiro-ministro Ulf Kristersson, e a oposição de centro-esquerda, comandada pelos social-democratas de Magdalena Andersson. Com mais da metade dos distritos apurados, a projeção da emissora pública SVT apontava 175 cadeiras para a oposição e 174 para o grupo governista no Riksdag, o Parlamento sueco.
A disputa ocorre em meio a um debate sobre imigração, segurança e liberdades civis. Apoiadores de Kristersson destacam a redução da violência de gangues e a queda da imigração durante seu governo, enquanto críticos afirmam que o primeiro-ministro tem adotado medidas mais rígidas contra imigrantes e se aproximado da extrema-direita. Entre as propostas de campanha, Kristersson defendeu a entrada dos Democratas Suecos no governo para formar uma maioria de direita.
A proximidade entre os blocos pode prolongar a definição do resultado. A Autoridade Eleitoral Sueca esperava divulgar as primeiras projeções oficiais entre o fim do domingo e as primeiras horas desta segunda-feira (14), mas a apuração dos votos enviados do exterior pode levar mais tempo. Apesar da disputa interna, a eleição não deve alterar a orientação pró-Ocidente e pró-Ucrânia adotada pela Suécia.
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