Em 2024, repetindo o padrão de todas as eleições presidenciais de Taiwan desde 1996, o Partido Comunista Chinês (PCC) alertou os taiwaneses para não elegerem candidatos que não aceitassem a meta de controle político, econômico e militar da China sobre Taiwan. No entanto, o povo de Taiwan novamente desafiou Pequim, concedendo ao Partido Democrático Progressista (DPP) um terceiro mandato consecutivo sem precedentes.
Desta vez, a eleição de Lai Ching-te, que se autodenomina "trabalhador pragmático para a independência de Taiwan", representou um desafio direto às ameaças de Pequim. A China declarou a independência de Taiwan como uma linha vermelha que poderia levar a uma guerra no Estreito de Taiwan. Sob a liderança de Xi Jinping, Pequim rotulou Lai de "encrenqueiro" e "separatista", aumentando ainda mais as tensões.
Xi Jinping, que assumiu o poder em 2012 com a promessa de que "a questão de Taiwan não pode ser passada de uma geração para outra", viu na eleição de Lai uma provocação direta. Este sentimento ecoa o aviso de Henry Kissinger a Taiwan em 2007, quando afirmou que "a China não vai esperar para sempre".
A reação inicial de Pequim foi de irritação, manifestada através da oposição diplomática aos países que felicitaram Taiwan por mais uma demonstração de sua vitalidade democrática. Desde janeiro, Pequim tem debatido uma medida de "punição" apropriada para impor aos taiwaneses e para alertar a nova administração de Lai sobre os perigos de seu caminho pró-independência.
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