O El Niño poderá impactar a demanda de energia e as condições de geração hídrica na América do Sul, aponta estudo da consultoria Rystad Energy. O fenômeno climático é caracterizado pela temperatura acima da média no Oceano Pacífico, levando a um clima global mais quente e mudanças nos regimes de chuvas.
Dados mais recentes de institutos de pesquisas meteorológicas mostram uma probabilidade de cerca de 90% de que um El Niño moderado comece no próximo verão do hemisfério sul. Conforme a análise, Brasil, Colômbia, Chile e Peru devem ser os mercados do continente mais afetados por esse cenário.
As hidrelétricas são uma fonte de energia fundamental para esses países sul-americanos e qualquer queda na capacidade de geração pode tornar necessário o acionamento de usinas térmicas de óleo, gás natural e carvão, encarecendo os custos para os consumidores.
A Rystad Energy prevê que o fenômeno deverá impactar de forma diferente as regiões do Brasil, em razão do tamanho e da matriz elétrica do país. De maneira geral, é esperada uma temperatura acima da média, com mais chuvas na região Sul, enquanto o Norte e o Nordeste podem enfrentar períodos de seca.
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