A melhoria da educação e a formação de profissionais em áreas como Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) são apontadas como caminhos para aumentar a produtividade, estimular a inovação e ampliar a competitividade do Brasil. A avaliação faz parte de propostas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para os candidatos à Presidência da República, reunidas no documento Construindo o Brasil 2050 – A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis.
Segundo a CNI, cerca de 73% dos estudantes brasileiros tiveram desempenho insuficiente em matemática no PISA 2022. A entidade também alerta para a falta de professores qualificados, especialmente em matemática, física, química, tecnologia e computação. Para enfrentar o problema, a proposta prevê modernização da formação docente, ampliação das competências digitais e uso de ferramentas como inteligência artificial, robótica, cultura maker e aprendizagem baseada em projetos desde a educação básica.
A entidade também defende a expansão da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e uma maior aproximação entre escolas, universidades e empresas. A estratégia inclui programas de requalificação em competências digitais, atualização dos currículos e políticas para ampliar a formação em STEM. Entre 2023 e 2025, iniciativas de formação e mentoria do SESI qualificaram 1.262 professores formadores e alcançaram mais de 17 mil docentes em diferentes regiões do país.
Para a CNI, a qualificação profissional será fundamental diante das transformações provocadas pela digitalização, pela economia verde e pela nova indústria. Dados do Observatório da Produtividade Regis Bonelli, do FGV IBRE, apontam que, entre 1981 e 2024, o PIB per capita brasileiro cresceu em média 1% ao ano, enquanto a produtividade por hora trabalhada avançou 0,5% ao ano. Nesse cenário, a indústria defende investimentos em educação, ciência e tecnologia para melhorar a produtividade e fortalecer a posição do Brasil na economia global até 2050.
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