Os estudantes da rede pública no Amazonas apresentaram avanços na aprendizagem, porém o estado ainda enfrenta desafios estruturais e mantém índices inferiores às médias do Brasil. É o que apontam os dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), analisados em estudo do Todos Pela Educação. No 5º ano do Ensino Fundamental, apenas 52,4% dos alunos da rede pública estadual atingiram nível adequado em Língua Portuguesa e 42,1% em Matemática. No 9º ano, a situação é mais crítica: apenas 31,1% alcançaram o aprendizado adequado em Português e alarmantes 13,7% em Matemática. Além disso, a parcela de alunos no nível “abaixo do básico” no final do Ensino Fundamental alcançou 19,7% em Português e 37,1% em Matemática, registrando desempenhos aquém do patamar nacional.
Por outro lado, a capital amazonense surge como um ponto fora da curva positiva no território estadual. Na rede municipal de Manaus, os indicadores superaram a média do país em todas as etapas avaliadas: no 5º ano, 64,1% de aprendizado adequado em Língua Portuguesa e 55,8% em Matemática; já no 9º ano, 41,5% em Português e 21,5% em Matemática. O prefeito de Manaus destacou que o Ideb da rede municipal superou o de capitais como Rio de Janeiro e São Paulo, evidenciando que políticas públicas focadas na alfabetização e formação continuada de professores têm gerado resultados concretos, mesmo diante das dificuldades estruturais enfrentadas pelo estado.
Embora o período entre 2023 e 2025 tenha registrado redução de estudantes nos níveis mais baixos de aprendizagem em todo o país, nenhum estado alcançou a meta do novo Plano Nacional de Educação (PNE) para 2036, que prevê 90% dos alunos do 5º ano com aprendizado adequado. Em todo o Brasil, o avanço demonstrado nos anos iniciais perde força ao longo da trajetória escolar: no Ensino Médio, quase seis em cada dez alunos (58,6%) concluem a Educação Básica abaixo do básico em Matemática. A evolução acumulada em duas décadas demonstra o impacto positivo de políticas públicas continuadas, mas ressalta a urgência de acelerar melhorias, sobretudo na recuperação da aprendizagem pós-pandemia e no fortalecimento dos anos finais do ensino, para que estados como o Amazonas possam, enfim, alcançar patamares mais equilibrados e justos para todos os estudantes.
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