O acesso à educação de qualidade é considerado um elemento fundamental para o desenvolvimento das competências que viabilizam o pensamento critico que, por sua vez, é particularmente necessário para que os jovens possam se engajar em diálogo e deliberação para a construção de suas narrativas como cidadãos.
Entretanto, embora seja consenso que o acesso à educação de qualidade é fundamental para promoção da cidadania, a educação formal não é suficiente para garantir a melhoria do bem-estar coletivo, uma vez que ela pode reproduzir as desigualdades refletidas na sociedade.
Para cultivar a capacidade da cidadania democrática é necessário que os jovens desenvolvam a habilidade de se enxergar não apenas como membros de uma localidade ou de um grupo, mas também e acima de tudo, como seres humanos conectados a todos por laços de reconhecimento e consideração.
Cidadãos não podem pensar bem se baseados apenas em conhecimento factual. Eles precisam de imaginação narrativa, que é a habilidade de pensar o que seria estar na pele de uma outra pessoa, diferente de si. É preciso desenvolver o que poderíamos chamar de uma “literacia do outro”, ou seja, aprender a ser um leitor inteligente da história das outras pessoas, entender emoções esperanças e desejos.
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