A economia do México, a segunda maior da América Latina depois do Brasil, cresceu 1,2% na comparação anual no segundo trimestre, enquanto enfrenta uma nova ameaça de tarifas dos Estados Unidos, informou nesta quarta-feira 30 o Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi, equivalente ao IBGE).
O PIB do México teve um crescimento maior do que o esperado em meio à incerteza após a intimidação do presidente Donald Trump de impor, a partir de 1º de agosto, uma taxa de 30% às importações deste país, cujo principal destino é o mercado americano. Este melhor desempenho foi resultado do avanço trimestral de 0,8% no setor industrial e de 0,7% nos serviços, enquanto o setor primário, que reúne agricultura e pecuária, caiu 1,3%.
Na base interanual, as atividades primárias avançaram 4,5% e as terciárias (serviços) 1,7%, enquanto as secundárias retrocederam 0,2. Em contrapartida, o governo espera que a economia se expanda este ano entre 1,5% e 2,3%. Gabriela Siller, analista do grupo financeiro Base, destacou no X que, após esses resultados, “é evidente que o México não está em recessão, mas isso não implica que a economia esteja bem” Depois de destacar a solidez da economia, Sheinbaum reconheceu que há “impactos pela incerteza que o assunto das tarifas tem gerado” em todo o mundo e que, no caso do México, se acentuam pela estreita relação com seu vizinho do norte pela legislação brasileira sobre direito autoral. Essa defesa é necessária para manter o jornalismo corajoso e transparente de CartaCapital vivo e acessível a todos
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