No Brasil, apenas duas em cada cinco crianças em situação de vulnerabilidade social estão matriculadas em creches, segundo dados do Índice de Necessidade de Creche Estados e Capitais (INC). Isso significa que, de 4,5 milhões de crianças de 0 a 3 anos em grupos vulneráveis, apenas 43%, ou cerca de 1,9 milhão, têm acesso a esse serviço essencial. A pesquisa, realizada pela Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, em parceria com a Quantis, revela que 2,6 milhões de crianças ainda estão fora da educação infantil.
Entre as principais causas para essa falta de acesso, destacam-se a escolha dos responsáveis, que corresponde a 56% dos casos, e a ausência de creches na localidade, o que afeta 7,6% das crianças. Em algumas regiões, como Roraima, 95,4% das crianças em situação de pobreza não frequentam a creche, enquanto São Paulo apresenta o maior índice de atendimento, com 54,7% das crianças em situação de pobreza matriculadas. A pesquisa também aponta que a falta de vagas é um desafio em várias áreas, com cerca de 9,5% das crianças não matriculadas por esse motivo.
A Fundação Maria Cecília Souto Vidigal destaca a urgência em ampliar a oferta de creches para as populações vulneráveis. Karina Fasson, gerente de Políticas Públicas da fundação, enfatiza que a educação infantil de qualidade é essencial para o desenvolvimento saudável das crianças e que o poder público deve investir na expansão das vagas, por meio da construção de novas unidades ou parcerias com o setor privado e organizações sem fins lucrativos.
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