Regiões alvo de crimes ambientais vêm sendo periciadas com apoio de drones pelo Instituto de Criminalística Lorena dos Santos Baptista (ICB-LSB). Atualmente, dois equipamentos aéreos não tripulados são empregados para coleta de informações pelos peritos do laboratório de crimes ambientais.
De janeiro a junho deste ano, 142 laudos foram finalizados pela área, a maior parte referente ao transporte irregular de madeira oriunda de desmatamento.
Os drones estão sendo empregados para a captura de imagens em áreas de grande extensão, que são inacessíveis para a chegada presencial dos peritos. As aeronaves remotamente pilotadas podem alcançar de 1 até 18 quilômetros de distância sem perder o contato com o controlador.
A perita ambiental Elisandra Assunção destaca a importância do recurso para a produção dos laudos periciais. “(O uso de drones) permite também realizar o levantamento da situação real e minimiza o risco para a equipe, já que não é necessário incursão por terra em locais que apresentam perigo por causa da ação de criminosos, como, por exemplo, as ocupações irregulares (invasões)”, pontuou.
A imensa complexidade e os variados cenários em que são realizados os trabalhos da perícia ambiental motiva o uso de diversos outros materiais e recursos, entre os quais o GPS de navegação para localização geográfica, aplicativos e softwares para confecção de mapas, além de análise de imagem de satélites para determinar a proporção de áreas florestais devastadas.
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