A Polícia Civil divulgou novos detalhes sobre o caso do dono e professor de uma escolinha de futebol preso, suspeito de estupro, favorecimento à prostituição e armazenamento de material pornográfico infantil. O homem atuava há cerca de dois anos no local e foi detido após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.
De acordo com a delegada Mayara Magna, responsável pelas investigações, o caso começou a ser apurado em dezembro de 2025, após uma mãe estranhar conversas entre o filho adolescente e o professor. “Segundo as investigações, o suspeito utilizava a escola para se aproximar de adolescentes e crianças. Durante os treinos, tocava partes íntimas das vítimas e solicitava fotos inadequadas. A denúncia feita por uma mãe, após acessar o celular do filho, foi fundamental para o avanço das apurações”, explicou. Ainda conforme a polícia, o investigado se aproveitava do sonho dos jovens em se tornarem jogadores profissionais para criar um vínculo de confiança. Ele prometia oportunidades no futebol e, em seguida, passava a exigir fotos sem camisa e, em alguns casos, imagens íntimas.
Quando os adolescentes se recusavam, o suspeito os punia durante os treinos ou os deixava de fora de competições. Em algumas situações, ele chegava a realizar transferências via Pix de pequenos valores, como R$ 5 ou R$ 7,80, em troca das imagens. “Isso demonstra um padrão de comportamento de um abusador em série, que manipulava as vítimas e se aproveitava da vulnerabilidade delas”, destacou a delegada Mayara Magna.
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