Conforme uma pesquisa publicada ano passado na Royal Publishing Society, os porcos domesticados têm cérebros 35% menores do que os javalis, o que constitui o fenômeno chamado síndrome da domesticação, o qual é um conjunto de efeitos colaterais que ocorre em todos os animais sujeitos a esse processo.
O estudo valida o sentido intuitivo de que os cachorros domesticados se tornam estúpidos, como crianças dependentes, cujas mentes se atrofiam por falta de sofrimento.
Os nossos ancestrais observaram quais animais pareciam mais dóceis e mais fácil de serem controlados, assim os criaram ao longo das gerações dessa forma, para que a anatomia do cérebro desses bichos fosse modificada, indo contra a natureza deles. Isso acontece com os cavalos desde 3.000 a.C.
A docilidade que caracteriza a síndrome acontece porque os cérebros de animais domesticados encolhem em regiões específicas, como nas partes envolvidas no monitoramento de perigos ambientais, ou seja, sua resposta em uma situação entre fugir ou lutar é moderada. Isso significa que os animais estão mais propensos a reagir menos agressivamente a uma ameaça em potencial, não se importando em rolar e realizar truques para se alimentar.
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