O dólar avançava logo após a abertura dessa quarta-feira, 28, operando confortavelmente acima de R$ 5,40, à medida que investidores do mundo inteiro davam sequência ao movimento de busca por segurança em meio ao persistente medo de que aumentos de juro muito agressivos nas principais economias levem a uma recessão global. Às 9h02 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,70%, a R$ 5,4151 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,64%, a R$ 5,4190.
No Brasil, o dólar comercial fechou em leve alta de 0,03%, cotado a R$ 5,3780, depois de ter disparado quase 2,5% na véspera. Na Bolsa de Valores, o índice parâmetro Ibovespa caiu 0,68%, aos 108.376 pontos. É a terceira queda consecutiva do indicador, mas ele ainda acumula alta de 3,4% neste ano.
Este é um momento em que investidores preferem tirar dólares de investimentos mais arriscados, como mercados de ações e aplicações em países emergentes, para buscar proteção nos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. O movimento torna a moeda americana mais escassa e cara em outras partes do mundo. Na semana passada, o Fed (Federal Reserve, o banco central americano) confirmou a terceira elevação seguida de 0,75 ponto percentual no custo do crédito, sem dar sinais de que a batalha contra a inflação está perto do fim.
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