O dólar fechou em queda as negociações de hoje com os investidores reagindo a dados fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos e às incertezas em torno das novas tarifas comerciais anunciadas pelo presidente Donald Trump. A combinação de números abaixo do esperado no payroll e o risco de uma escalada protecionista aumentam a percepção de volatilidade. Após atraso na divulgação por falha técnica, o Ibovespa também passou a recuar e fechou no vermelho, acompanhando o tom negativo das Bolsas no exterior.
O dólar fechou com queda de 1,01%, cotado a R$ 5,545. A moeda norte-americana abriu o dia em alta, vendida a R$ 5,628, a máxima do dia, mas passou a cair no mercado à vista. Na semana, a divisa acumula queda de 0,29% frente ao real. O recuo acompanhou a perda de força da divisa norte-americana e dos juros dos Treasuries após os dados do mercado de trabalho dos EUA, incluindo a criação de empregos aquém do esperado em julho. Os empregos de junho e maio também sofreram forte revisão para baixo, com a retirada de 258 mil empregos anteriormente estimados pelo Departamento do Trabalho dos EUA. A economia do país criou 73 mil empregos em julho, em termos líquidos abaixo da expectativa de 101 mil.
Mercado passou a precificar corte de juros pelo Fed em setembro após payroll "fraco". "Ponto importante é que as revisões dos números dos meses anteriores mostram fraqueza no mercado de trabalho, e esse tem sido um vetor fundamental para balizar expectativas de juros, de acordo inclusive com os comentários do presidente do Fed [Federal Reserve], Jerome Powell", avalia William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue
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