O dólar comercial encerrou a última semana em queda acentuada de 1,24%, cotado a R$ 4,882. Este é o menor valor de fechamento da moeda norte-americana em 28 meses, consolidando uma trajetória de desvalorização que já soma 7,8% no acumulado de 2026. O recuo foi impulsionado pelo fluxo massivo de capital estrangeiro para o Brasil.
No cenário externo, dados de emprego nos Estados Unidos abaixo do esperado reforçaram a expectativa de que o Federal Reserve possa cortar os juros em breve. Internamente, o mercado reagiu positivamente às novas medidas de controle de gastos do Ministério da Fazenda e ao superávit comercial recorde de abril, o que fortaleceu a percepção de melhora no risco fiscal do país.
A queda da moeda é celebrada pelo Banco Central, pois auxilia diretamente no controle da inflação ao baratear produtos importados e combustíveis. Entretanto, o governo mantém a cautela devido à volatilidade global e aos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, que ainda podem pressionar o câmbio através da oscilação nos preços do petróleo.
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