Ficou tão difícil encontrar dólares na Argentina que o grupo Whirlpool (WHRL4), gigante americana de eletrodomésticos, está pensando em usar o yuan chinês para importar peças. E ele não está sozinho.
Em todo o país sul-americano, uma oferta cada vez menor de dólares está levando as empresas para a moeda chinesa, que em outro contexto teria desempenhado um papel periférico no comércio internacional. O movimento indica as dificuldades financeiras da Argentina e as ambições da China para o yuan.
A supremacia do dólar no comércio global está sendo prejudicada pela fragmentação causada pela rivalidade EUA-China, particularmente nos países em desenvolvimento. O isolamento econômico da Rússia após a invasão da Ucrânia também abriu rotas comerciais não relacionadas ao dólar para evitar sanções.
Numa decisão política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de buscar alternativas ao dólar, o vizinho Brasil também pretende usar mais yuan.
Na Argentina, porém, o yuan representa uma solução rápida e de curto prazo para manter as linhas de montagem em movimento, já que o planejamento de longo prazo da indústria é desafiado pelo aumento da inflação e pelas idas e vindas da política.
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