A doença periodontal atinge cerca de 85% dos cães adultos e, embora seja frequentemente negligenciada pelos tutores, representa um grave risco à saúde geral dos pets. Segundo a veterinária Vanessa Barreto, o perigo vai além da boca: as bactérias da gengiva inflamada podem entrar na corrente sanguínea e causar lesões sérias no coração, rins, fígado e articulações dos animais.
A falta de escovação diária, exames preventivos e o tipo de alimentação são as principais causas do acúmulo de tártaro ao longo dos anos. Para o tratamento e limpeza profunda, é necessária a realização de um procedimento de tartarectomia sob anestesia geral, o que exige exames prévios como hemograma completo e avaliações renais e cardíacas, especialmente em cães idosos.
Para prevenir a evolução da doença, especialistas recomendam uma rotina que combine a escovação diária com pastas de uso veterinário, o uso de sprays antissépticos e mordedores funcionais que ajudam na limpeza mecânica. Além disso, os tutores devem manter um check-up anual com o veterinário e ficar atentos a sinais de alerta como mau hálito persistente, sangramento e dificuldade para mastigar.
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