A Dívida Pública Federal (DPF) voltou a subir em outubro, impulsionada principalmente pela emissão de títulos atrelados à Selic. Segundo dados do Tesouro Nacional, o estoque da dívida passou de R$ 8,12 trilhões em setembro para R$ 8,25 trilhões em outubro, alta de 1,62%. Com a Taxa Selic em 15% ao ano, a apropriação de juros, que somou R$ 85,2 bilhões no mês, continua pressionando o endividamento. No período, o Tesouro emitiu R$ 41,3 bilhões líquidos em títulos, elevando a Dívida Pública Mobiliária interna para R$ 7,94 trilhões.
A dívida externa também cresceu 1,17%, atingindo R$ 305 bilhões, resultado influenciado pela valorização do dólar. Já o colchão da dívida pública, reserva usada para amortecer períodos de instabilidade, aumentou para R$ 1,048 trilhão, suficiente para cobrir 8,8 meses de vencimentos. A composição da dívida apresentou leve mudança: títulos atrelados à Selic subiram para 48,19% do total, enquanto papéis prefixados e corrigidos pela inflação recuaram. O prazo médio da DPF caiu de 4,16 para 4,14 anos.
Entre os detentores da dívida interna, instituições financeiras lideram com 32,2%, seguidas por fundos de pensão (23%) e fundos de investimento (21,2%). A participação de estrangeiros avançou para 10,46%, apesar do cenário de tensão no mercado. Segundo o Tesouro, a DPF deve encerrar 2025 entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões, conforme projeções atualizadas do Plano Anual de Financiamento.
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