Dentes e ossos encontrados em margens de rios mostram que a diversidade da fauna no atual Estado do Acre entre 5 milhões e 15 milhões de anos atrás é maior do que se pensava. Nesse período, provavelmente conviveram aves aquáticas semelhantes às biguatingas (Anhinga anhinga) e marsupiais parecidos com os gambás (Didelphis sp.).
Uma das aves era uma biguatinga gigante, do gênero Macranhinga, com peso estimado em 9 quilogramas (kg), e a outra uma Anhinga minuta com 1 kg, o que faz dela a menor espécie de biguatinga, já que as atuais pesam em média 1,5 kg.
Ao examinarem fragmentos de cinturas pélvicas, fêmures e vértebras encontrados no rio Acre, pesquisadores da Universidade Federal do Acre (Ufac) concluíram que, entre 5 milhões e 11 milhões de anos atrás, as duas espécies coexistiram com outra, Anhinga fraileyi, descrita em 1996. Os dados indicam que as biguatingas eram mais diversas no passado, hoje existem apenas quatro espécies em todo o mundo. Outro estudo, também da Ufac, a partir de dentes desenterrados das margens dos rios Juruá e Envira, identificou seis pequenos marsupiais, com porte entre o de pequenos esquilos e o de gatos domésticos, que teriam vivido na região entre 11 milhões e 15 milhões de anos atrás.
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