Um famoso escritor de Uganda, crítico ao ditador Yoweri Museveni, recebeu nesta terça-feira (11) acusações formais de "comunicação ofensiva". Entre os crimes supostamente cometidos por Kakwenza Rukirabashaija estão o de alegar que Museveni fraudou as últimas eleições e chamar seu filho de "obeso".
O romancista foi detido em 28 de dezembro, em uma operação em que militares invadiram sua casa, mas só agora foi formalmente acusado. Sua defesa alega que ele foi vítima de tortura sob custódia.
"Ele parecia estar vomitando, urinava sangue, havia marcas de tortura em suas pernas e pés, ele estava chorando porque suas nádegas estavam necrosando e ele estava com muita dor", disse o advogado Ero Kiiza à agência de notícias Reuters.
Segundo o registro da acusação, Rukirabashaija "utilizou intencionalmente e repetidamente seu [perfil no] Twitter para perturbar a paz de Sua Excelência o presidente de Uganda Yoweri Kaguta Museveni sem propósito de comunicação legítima".
Dias antes de ser detido, o escritor fez uma série de comentários críticos ao ditador e a seu filho, Muhoozi Kainerubaga, general que comanda forças de infantaria do Exército de Uganda.
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