O presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, ampliou a vantagem na eleição presidencial realizada na última quinta-feira (13). Segundo resultados parciais divulgados ontem (17), com cerca de 71% dos distritos eleitorais apurados, Hichilema aparece com aproximadamente 62% dos votos válidos, contra 36% de seu principal adversário, Brian Mundubile. O atual presidente busca o segundo mandato à frente do país, importante produtor de cobre da África Austral.
A oposição, no entanto, questiona a integridade do processo eleitoral e denuncia possíveis irregularidades na apuração. Mundubile afirmou ter recebido informações sobre uma possível alteração das atas de votação e pediu uma investigação independente. O porta-voz de Hichilema, Clayson Hamasaka, rejeitou as acusações e afirmou que a oposição vem fazendo reclamações desde o início da campanha. A comissão eleitoral não se manifestou imediatamente sobre as denúncias.
O cenário pós-eleitoral também foi marcado por tensão. Na noite da votação, autoridades prenderam 11 pessoas, incluindo figuras da oposição, durante uma operação que envolveu troca de tiros. No dia seguinte, a comissão eleitoral suspendeu temporariamente a contagem dos votos após relatos de violência contra funcionários eleitorais e roubo de cédulas. A oposição e organizações da sociedade civil acusam o governo de intensificar a repressão nos últimos meses, enquanto as autoridades negam as acusações.
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