A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, declarou ontem (22) que aceita negociar a segurança da Groenlândia com os Estados Unidos e a Otan, mas reiterou que a soberania dinamarquesa sobre o território é inegociável. A fala ocorreu durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, em resposta às recentes pressões de Donald Trump pelo controle da ilha.
O impasse diplomático apresentou sinais de trégua após Trump suspender as tarifas de 10% que seriam impostas à Dinamarca e a outros sete aliados europeus. Frederiksen sinalizou que o Reino da Dinamarca está aberto a um "diálogo construtivo" sobre o aumento da segurança no Ártico, incluindo a integração ao projeto de escudo antimísseis norte-americano conhecido como "Domo Dourado", desde que a integridade territorial seja respeitada.
Atualmente, a Groenlândia abriga a base de Pituffik, um ponto estratégico para o monitoramento de ameaças nucleares e alvo de interesse devido à sua riqueza em recursos minerais. O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, tentou minimizar a crise territorial, afirmando que o foco das conversas com Washington deve se manter na cooperação de defesa entre os aliados, e não na transferência de controle da ilha.
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