O governo federal elevou o tom contra a escalada do preço do diesel, que já acumula alta de 19,4% nos postos desde o início dos conflitos no Oriente Médio. Para conter o avanço, o Ministério da Fazenda zerou os impostos federais (PIS/Cofins) e instituiu uma subvenção que, somadas, podem reduzir o custo nas bombas em até R$ 0,64 por litro. Como contrapartida fiscal, foi criado um imposto de 12% sobre a exportação de petróleo bruto, visando estimular o refino nacional e custear as desonerações.
A disparada do combustível já causa gargalos logísticos, com transportadoras recuando de operações devido à inviabilidade do valor do frete. O cenário preocupa o agronegócio e sinaliza um repasse imediato para os preços dos alimentos nas prateleiras. Economistas alertam que a margem de manobra do governo é estreita, uma vez que uma eventual isenção de ICMS pelos estados custaria R$ 60 bilhões, valor considerado impagável pelas unidades federativas no atual contexto fiscal.
Para coibir aumentos abusivos, uma força-tarefa composta pela ANP, Senacon e Polícia Federal já fiscalizou mais de mil postos e notificou grandes distribuidoras. O objetivo é evitar que o choque internacional de preços seja usado como pretexto para a formação de cartéis. Enquanto monitora a crise, o Palácio do Planalto acelera o debate sobre soberania energética, buscando ampliar a capacidade de refino para reduzir a dependência de importações em anos de instabilidade global.
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