Monday, 08 de June de 2026
21/03/2025   10:41h - Notícias Gerais

Dia Mundial da Síndrome de Down incentiva debate sobre desafios de quem tem essa condição

A Síndrome de Down é uma condição neurológica rara que afeta a percepção visual e a forma como o cérebro interpreta imagens e padrões. Pessoas com essa síndrome podem apresentar uma criatividade excepcional e habilidades artísticas singulares, mas também podem enfrentar desafios na comunicação e na adaptação social. Reconhecido pela ONU desde 2012, o Dia Mundial da Síndrome de Down é celebrado em 21 de março, ou "dia 21 do mês 3", uma referência à alteração genética que causa esse quadro.

 

Segundo o advogado Abraão Guimarães, o Brasil tem avançado na proteção dos direitos de pessoas com condições raras. Em nível federal, um dos marcos mais importantes foi o reconhecimento da Síndrome de Down. Uma condição que exige políticas de inclusão específicas. Isso possibilitou a ampliação do acesso a benefícios previdenciários e ao atendimento pelo SUS, incluindo acompanhamento multidisciplinar com neurologistas, terapeutas e psicólogos especializados.

 

O Amazonas tem seguido as diretrizes federais e implementado ações regionais para melhorar o suporte às pessoas com Síndrome de Down. A Secretaria de Saúde do Estado ampliou a rede de atendimento para doenças raras, garantindo que mais pacientes tenham acesso a diagnóstico e tratamento. Além disso, a Assembleia Legislativa do Estado tem discutido propostas para fortalecer a inclusão educacional e profissional dessas pessoas, promovendo capacitação de professores e estimulando políticas de empregabilidade.

 

Já no campo jurídico, o advogado ressalta sobre os avanços e desafios na legislação para quem tem síndrome de Down. “O reconhecimento da Síndrome de Down no cenário federal trouxe avanços importantes, como o acesso a benefícios e suporte no SUS, mas ainda há muito a ser feito. No Amazonas, a ampliação da rede de atendimento e a inclusão educacional são passos positivos, mas precisam ser fortalecidos. Em Manaus, programas como o ‘Cidade Inclusiva’ são um começo, mas a conscientização e a implementação real de políticas públicas são fundamentais para garantir direitos e oportunidades a essas pessoas.”

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