Neste Dia dos Pais, celebramos histórias que mostram como a paternidade transcende os limites do tempo e do espaço, criando laços que se fortalecem a cada desafio e vitória. O ON Jornal conversou com Sérgio Duarte, 58 anos, treinador de futebol, seu filho Serginho Duarte, 29 anos, jogador de futebol, e Floro Florêncio, 29 anos, engenheiro mecânico em que vive a chamada filiação socioafetiva. Eles compartilharam suas experiências únicas e emocionantes sobre a vida de um pai. Confira!
Pai e filho no campo: a dupla que vence juntos
Sérgio Duarte é um treinador de futebol experiente, conhecido por sua capacidade de formar atletas e conquistar títulos. No entanto, uma de suas maiores conquistas não se resume a troféus, mas sim à oportunidade de trabalhar ao lado de seu filho, Serginho, no Princesa do Solimões, clube de futebol amazonense. Para Sérgio, o desafio de ser pai e treinador ao mesmo tempo é equilibrado com uma dose extra de profissionalismo.
"O tratamento é igual para todos os jogadores, inclusive para o Júnior. As cobranças e as tarefas são as mesmas. O que diferencia é que, além do laço familiar, há um profissionalismo que garante que os objetivos sejam alcançados”, afirma Sérgio, que vê no futebol muito mais do que um esporte. “O futebol é uma ferramenta para edificar, motivar e criar disciplina. Não é só levantar taças, mas construir comportamentos benéficos para a sociedade".
Serginho, por sua vez, sempre viu o pai como um exemplo, não apenas dentro das quatro linhas, mas na vida. Desde pequeno, foi influenciado pela paixão de Sérgio pelo futebol, o que naturalmente o levou a seguir a mesma carreira.
"Ele é a minha maior inspiração. Sempre soubemos separar o relacionamento de pai e filho da relação de treinador e jogador. No campo, sou cobrado como qualquer outro atleta, e isso só me faz querer me dedicar ainda mais", comenta Serginho, lembrando com carinho das primeiras experiências que teve com o pai no futebol. "Ele me levava para treinar na praia, me ensinava o básico dentro de casa, e esses momentos são especiais para mim".
Filiação socioafetiva: um novo capítulo na paternidade
Enquanto Sérgio e Serginho compartilham uma história de pai e filho moldada pelo futebol, Floro Florêncio traz uma perspectiva diferente sobre a paternidade. Engenheiro mecânico, Floro está em processo de filiação socioafetiva, um ato que reconhece juridicamente o laço de afeto que ele desenvolveu com Aron, seu filho de coração.
"A filiação socioafetiva é o reconhecimento jurídico da paternidade com base no afeto, sem vínculos sanguíneos. Para mim, era essencial que Aron fosse reconhecido como meu filho não apenas no meu coração, mas também perante a lei", explica Floro.
"Sempre tratei o Aron como meu filho, e agora isso será reconhecido legalmente. A paternidade, para mim, começou com o convívio e o amor por ele, muito antes do nascimento do meu filho biológico. Agora, sinto que estou fazendo justiça, dando a ele tudo o que merece".
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Uma mensagem de amor e dedicação
Para Sérgio Duarte, a mensagem deste Dia dos Pais vai além das comemorações. Ele acredita que a paternidade deve ser exercida diariamente, com amor, carinho e responsabilidade.
"O mundo precisa de mais amor e solidariedade. Como pais, temos o dever de cuidar das nossas crianças, adolescentes, adultos e idosos. A paternidade não é apenas sobre os primeiros anos de vida dos nossos filhos, mas um compromisso para a vida toda. Que possamos ser exemplos e fontes de bênçãos em nossas famílias, hoje e sempre."
Neste Dia dos Pais, as histórias de Sérgio, Serginho e Floro nos lembram que ser pai é mais do que um título; é uma jornada de amor, dedicação e superação, seja no campo de futebol ou na vida cotidiana. Que todos os pais possam se inspirar e fortalecer os laços com seus filhos, independentemente dos desafios que enfrentem.
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