O Amazonas registrou 495 km² de floresta desmatada nos últimos 12 meses, segundo levantamento do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgado na quinta-feira (27). Apesar da redução de 31% em relação ao período anterior, o estado aparece na terceira posição entre os que mais desmataram na Amazônia Legal, atrás do Pará, com 818 km², e de Mato Grosso, com 565 km².
Os três estados concentraram cerca de 70% de toda a área de floresta destruída na Amazônia Legal durante o período analisado. No Amazonas, a pressão também atingiu terras indígenas: quatro territórios ficaram entre os 11 mais afetados pelo desmatamento, com destaque para as terras Andirá-Marau, Sepoti, Vale do Javari e Yanomami. Ao todo, as terras indígenas somaram 46,96 km² de área desmatada, equivalente a 1,7% do total registrado.
Em julho de 2026, o Amazonas respondeu por 26% do desmatamento registrado na Amazônia Legal, ficando atrás apenas do Pará, que concentrou 30%. Na comparação com julho de 2025, a área destruída na região aumentou 26%. O levantamento também apontou uma forte redução da degradação florestal, provocada principalmente por queimadas e extração seletiva de madeira, que caiu 93% no ciclo 2025/2026, passando de 35.229 km² para 2.577 km².
Segundo o Imazon, quase 60% das terras indígenas da Amazônia não registraram desmatamento nos últimos 12 meses. Para os pesquisadores, a redução no Amazonas representa um avanço, mas a concentração da devastação em estados como Amazonas, Pará e Mato Grosso mantém a necessidade de fiscalização contínua e ações de combate ao desmatamento ilegal.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.