O desmatamento na Amazônia registrou uma queda de 36,87% entre agosto de 2025 e julho de 2026, somando 2.874,38 km² de área sob alerta. Os dados do Deter, apresentados pelo Inpe durante a comemoração de seus 65 anos, revelam o menor índice desde o início da medição em 2016 e um valor 55,6% inferior à média dos últimos dez anos. O monitoramento também apontou redução de 7,8% no desmatamento no Cerrado, além de retração nos alertas em estados como Pará, Mato Grosso e Amazonas.
Presente no evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou os resultados e afirmou que utilizará os dados do Inpe para rebater as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, que usavam a questão ambiental como justificativa. O chefe do Executivo destacou que o país leva a pauta climática a sério e que a produção científica brasileira servirá de base diplomática contra os “tarifaços” norte-americanos.
Entidades socioambientais, como o Observatório do Clima e o Ipam, classificaram os números como históricos e um indicativo positivo para o cumprimento das metas ambientais. Segundo especialistas, a trajetória consistente de queda demonstra que o Brasil pode avançar rumo ao desmatamento zero até 2030, mesmo diante de desafios climáticos como secas extremas e o impacto do El Niño.
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