O governo federal informou que a taxa estimada de desmatamento na Amazônia para 2025 é de 5.796 km², o menor índice registrado nos últimos 11 anos. Apesar do avanço, organizações ambientais alertam que o cenário político e orçamentário pode comprometer os resultados. Segundo Ana Clis Ferreira, porta-voz de Florestas do Greenpeace Brasil, o país tem potencial para alcançar a menor taxa da série histórica, mas enfrenta riscos como cortes no orçamento ambiental, especialmente no combate ao fogo, além do avanço de propostas legislativas consideradas prejudiciais à proteção ambiental.
Entre as preocupações estão o chamado “PL da Devastação”, pressões contra a Moratória da Soja e mudanças que reduzem a responsabilidade do setor agropecuário no Plano Clima. A entidade também destaca que janeiro registrou recorde de focos de calor na Amazônia para o mês nos últimos dez anos, o que acende um alerta em meio à crise climática e à vulnerabilidade crescente das florestas.
Para manter a trajetória de queda no desmatamento, o Greenpeace defende medidas estruturais e permanentes, como a destinação de terras públicas para conservação, a demarcação de territórios indígenas e a titulação de comunidades quilombolas. A organização também propõe bloquear o acesso a crédito para desmatadores, aumentar a transparência socioambiental e implementar mecanismos de rastreabilidade total dos produtos agropecuários, garantindo que a redução do desmatamento seja sustentável e duradoura.
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