Uma operação do Ibama nos municípios de Uberlândia e Uberaba, no Triângulo Mineiro, resultou em mais de R$ 4,2 milhões em multas por desmatamento ilegal de 500 hectares em áreas protegidas. A ação identificou o uso irregular de até 14% das áreas de reserva legal e de preservação permanente para atividades como pastagem, agricultura e silvicultura. As áreas foram embargadas após a constatação dos crimes, com auxílio de imagens de satélite e drones.
Parte das infrações ocorreu dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Uberaba, o que, por força de lei, dobra o valor das penalidades. As fiscalizações também encontraram construções de drenos em áreas úmidas, agravando riscos de enchentes e períodos de seca. Os impactos ambientais incluem erosão, assoreamento de rios e comprometimento do abastecimento de água, especialmente nas regiões dos rios Uberaba, Uberabinha e Bom Jardim.
De acordo com o Ibama, a ação prioriza a aplicação do Código Florestal, que exige a preservação de 20% de vegetação nativa nas propriedades rurais do Cerrado. O déficit de recomposição ambiental em Minas Gerais já ultrapassa 3 milhões de hectares. “A integridade das reservas legais e APPs é uma obrigação de todo proprietário rural e um direito da sociedade”, afirmou Rodrigo Herles, chefe da unidade do Ibama em Uberlândia.
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