O número de fragmentos de vegetação nativa no bioma Pampa cresceu 285% nas últimas quatro décadas, saltando de cerca de 84 mil para mais de 324 mil áreas isoladas. Segundo dados inéditos do MapBiomas, esse fenômeno é causado pela remoção da vegetação para a expansão da agropecuária, silvicultura e urbanização, que dividem ecossistemas antes contínuos em pequenas "ilhas" remanescentes.
?Essa fragmentação excessiva gera um grave problema ecológico, pois isola as populações de espécies nativas, reduz o fluxo gênico e aumenta o risco de extinções locais. Atualmente, apenas 44,5% do Pampa ainda possui vegetação original, e quase metade dessa área remanescente sofre com algum vetor de degradação, tornando o bioma o segundo mais afetado nesse quesito no Brasil.
?O estudo destaca que a degradação é diferente do desmatamento total, pois a vegetação permanece no local, mas perde saúde e resiliência. O monitoramento desses fragmentos é essencial para orientar políticas de conservação e restauração, visando cumprir metas internacionais de recuperação ambiental e garantir a manutenção de serviços ecológicos vitais, como o controle de erosão e a recarga de aquíferos.
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