Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que as pessoas com deficiência no Brasil enfrentam severas desigualdades no acesso a direitos fundamentais, ao mercado de trabalho, à educação e aos espaços de participação social. O levantamento revela que as barreiras arquitetônicas, atitudinais e institucionais persistem como entraves centrais para a plena inclusão dessa parcela da população, estimada em cerca de 18,6 milhões de cidadãos com 2 anos ou mais de idade.
Segundo o instituto, os indicadores socioeconômicos mostram forte discrepância entre a população com e sem deficiência. A taxa de participação na força de trabalho é significativamente menor entre esse público, que também registra maiores índices de informalidade e rendimentos médios inferiores. Na educação, as taxas de analfabetismo e de evasão escolar continuam elevadas, refletindo a escassez de recursos pedagógicos adaptados, transporte acessível e infraestrutura adequada nas redes de ensino.
Além do mercado de trabalho e da escola, a pesquisa destaca que a falta de acessibilidade no transporte público e nos prédios urbanos limita a autonomia individual e a presença ativa em instâncias de decisão política e cultural. O relatório reforça a urgência do fortalecimento de políticas públicas transversais que garantam o cumprimento do Estatuto da Pessoa com Deficiência, promovendo acessibilidade universal e combate à discriminação em todo o território nacional.
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