Monday, 08 de June de 2026
21/11/2024   12:00h - Notícias Gerais

Desigualdade cai no Brasil, mas pretos e pardos continuam a ganhar bem menos do que os demais trabalhadores

Os trabalhadores negros no Brasil, têm rendimento mensal médio 40% inferior ao dos não negros, segundo estudo do Dieese divulgado no Dia da Consciência Negra, celebrado pela primeira vez como feriado nacional. Em 2024, a renda média de trabalhadores negros foi de R$ 2.392, enquanto os não negros receberam R$ 4.008. Além disso, ao longo da vida profissional, a diferença acumulada pode chegar a R$ 1,1 milhão entre trabalhadores com ensino superior, destacando a desigualdade nas ocupações mais bem pagas e a baixa presença de negros em cargos de chefia.

 

O estudo também revela que 70% dos trabalhadores nas ocupações de menor remuneração são negros, enquanto apenas 27% ocupam as 10 profissões mais bem pagas. Além disso, mulheres negras são as mais afetadas pela informalidade, com 45,6% trabalhando sem carteira assinada, e 1 em cada 6 trabalhando como empregadas domésticas, recebendo menos que o salário mínimo. A taxa de desemprego entre negros, atualmente em 8%, supera a média nacional de 6,9% e é quase três pontos percentuais maior que a de não negros.

 

Embora persistam desigualdades, os dados mostram avanços recentes: em 2020, a diferença no desemprego entre negros e não negros era de 4,5 pontos percentuais, agora é de 1,6. A taxa de informalidade entre pardos também atingiu sua segunda menor marca desde 2015, em 43,2%. Ainda assim, o Dieese destaca que a discriminação e as desigualdades estruturais continuam a limitar o acesso dos negros a oportunidades iguais no mercado de trabalho e na ascensão profissional.

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