No começo deste mês, 30 pessoas ficaram feridas quando um avião seguia da Espanha para o Uruguai, e teve de fazer um pouso de emergência no Rio Grande do Norte. Na Tailândia, um passageiro de 73 anos morreu e dezenas ficaram feridos em outro incidente semelhante.
Um estudo aponta que as turbulências nos aviões estão cada vez mais frequentes e isso está diretamente ligado às mudanças climáticas. O tema é um dos assuntos mais difíceis e imprevisíveis da ciência.
"As últimas grandes descobertas sobre turbulências aconteceram na década de sessenta. De lá para cá, não avançamos muito", diz o professor Paul Williams, da Universidade de Reading, na Inglaterra, um dos principais especialistas no mundo nesse assunto, cada vez mais presente no noticiário.
As turbulências ficaram pelo menos 55% mais intensas desde 1979 de acordo com um estudo conduzido pelo professor Williams.
A tecnologia que existe hoje consegue prever menos de vinte por cento das turbulências que as aeronaves enfrentarão lá em cima. A previsão é que as turbulências não vão ficar apenas mais frequentes, mas, à medida que a crise climática avança, ficarão mais severas também.
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