Bem antes do nome “banho-maria” aparecer, gregos e romanos já usavam banhos de água quente para preparar remédios e aquecer alimentos. Hipócrates, no século V a.C., descreveu banhos controlados na prática médica. No século V d.C., o clássico romano Apicius registrou pratos “na água quente” e até a dica de manter comida aquecida quando os convidados atrasassem, ou seja: a técnica existia, mas a Maria do nome ainda não tinha aparecido.
A origem vem do “balneum Mariae” e foi para “bain-marie” e depois ao nosso conhecido banho-maria. O nome viajou em latim medieval(balneum Mariae), atravessou manuscritos árabes e latinos, apareceu em compêndios de alquimia e, no francês, virou bain-marie. Pelo caminho, surgiram teorias criativas tentando ligar o termo à Virgem Maria ou a Maria Antonieta. Bonitas de contar, mas sem base histórica.
A pista mais sólida continua sendo a Maria de Zósimo. Há uma hipótese de que Maria foi uma praticante real da protoquímica em Alexandria, cidade onde circulavam gregos, egípcios, romanos e uma grande comunidade judaica e inventou dispositivos que influenciaram séculos de laboratório. Em textos posteriores, ela virou mestra de filósofos, profetisa e até foi confundida com Miriam, irmã de Moisés. Mas a engenharia atribuída a ela é bem concreta.
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