Em escolher um destino para viajar, além de considerar passagem, alimentação, hospedagem e requisitos de entrada, mulheres podem enfrentar restrições em alguns lugares. Em alguns Patrimônios Mundiais da UNESCO, a entrada é negada com base no gênero, destacando um paradoxo cultural e religioso no século XXI.
O Monte Athos, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1988, é uma península no norte da Grécia com cerca de 20 monastérios ortodoxos orientais. A área é conhecida como "Montanha Sagrada" e proíbe a entrada de mulheres e animais fêmeas, exceto gatas, desde 1046. Esta restrição é baseada na crença de que a presença feminina interfere nos votos de celibato dos monges e no entendimento de que o Monte Athos é dedicado à Virgem Maria.
Herbertstrasse é uma rua em Hamburgo, Alemanha, situada no distrito da luz vermelha, onde apenas trabalhadoras do sexo masculino podem entrar. Desde 1933, quando os nazistas assumiram o poder, a entrada de mulheres na rua é proibida por uma barreira metálica, parte de uma estratégia para controlar o trabalho sexual e o consumo de bebidas alcoólicas, isolando comportamentos considerados contrários à moral comum dos alemães.
O Parque Nacional Band-e-Amir, no Afeganistão, é um cenário semelhante ao Grand Canyon, localizado na província de Bamiyan. Apesar de ser o primeiro parque nacional do país, com lagos, penhascos e represas naturais em 320 quilômetros, mulheres foram proibidas de visitá-lo desde que os talibãs reassumiram o poder em 2021, devido a leis de "modéstia" impostas pelo novo governo. Esta restrição exemplifica as limitações crescentes enfrentadas pelas mulheres afegãs em vários aspectos da vida pública desde então.
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