Cientistas da Universidade de Nova York, em colaboração com pesquisadores ucranianos e norte-americanos, descobriram uma incrível resistência à radiação em pequenos vermes microscópicos encontrados na Zona de Exclusão de Chernobyl.
Os nematoides, que habitam a área afetada pelo desastre nuclear há quase quatro décadas, não apresentaram danos em seus DNAs causados pela radiação, sugerindo o desenvolvimento de mecanismos de adaptação ao longo do tempo.
Publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences e divulgado pelo ScienceAlert, o estudo destaca a notável capacidade de sobrevivência e adaptação dos nematoides em um ambiente extremamente hostil. Os pesquisadores sugerem que esses organismos podem ter desenvolvido mecanismos de reparo de DNA excepcionalmente eficazes, o que abre novas perspectivas para o desenvolvimento de tecnologias de proteção contra a radiação, tanto para humanos quanto para outras espécies.
Além de desafiar previsões anteriores sobre os efeitos da radiação crônica na evolução das espécies, a descoberta dos nematoides ressalta a importância da variação na reparação do DNA entre os indivíduos de uma mesma espécie. Essa variabilidade pode ter implicações significativas na compreensão dos fatores de risco de doenças como o câncer em humanos, além de abrir novas possibilidades para a pesquisa médica e ambiental.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.