quinta, 23 de abril de 2026
05/01/2024   15:00h - Curiosidades

Descoberta: múmia egípcia que morreu com cabeça de um bebê na pélvis

Foto: Margolis et al

Em um estudo recente, arqueólogos revisitaram os restos mumificados de uma adolescente desenterrada em 1908 no cemitério El Bagawat, no famoso Oásis de Kharga, no Egito. Para o espanto dos pesquisadores, a análise mostrou que a jovem, entre 14 e 17 anos, estava no meio do parto de gêmeos, quando complicações levaram à sua morte.

 

A múmia foi desenterrada no começo do século XX, mas só recentemente, mais de um século depois, a tecnologia permitiu uma compreensão mais profunda do que aconteceu durante o fatídico parto. Usando tomografia computadorizada, logo de cara os pesquisadores perceberam que o corpo do bebê que havia sido colocado junto à múmia não possuía cabeça. O susto foi maior quando perceberam que a cabeça da criança ainda estava na pélvis da mãe, o que certamente foi a causa da morte.

 

Segundo os especialistas, isso pode acontecer quando o feto está em posição pélvica, ou seja, quando o bebê está sentado na barriga da mãe, sendo necessário fazer sua vinda ao mundo pelo quadril ou pelos pés (diferente do parto normal, em que a cabeça é a primeira parte do bebê a sair). Dessa maneira, provavelmente a criança foi decapitada acidentalmente durante o nascimento, levando à morte também da mãe e, para mais uma surpresa, do segundo bebê — desconhecido até então.

 

A tomografia revelou a existência de mais um feto, só que esse preso à cavidade torácica da mãe. Os pesquisadores especulam que os embalsamadores da época não sabiam que se tratava da gravidez de gêmeos, deixando o segundo feto dentro da mãe.

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