Um levantamento realizado pela organização República.org, instituto do terceiro setor dedicado a melhorar a gestão de pessoas no serviço público, revelou uma preocupante defasagem de 24% na remuneração média dos servidores concursados das autarquias vinculadas ao Meio Ambiente, incluindo Ibama, ICMBio e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, nos últimos dez anos.
Os dados, ajustados pela inflação com base no IPCA de março de 2024, mostram que, em 2014, os servidores dessas autarquias recebiam em média o equivalente a R$ 15.808. Em 2024, essa remuneração média caiu para R$ 11.934, refletindo uma significativa perda de poder aquisitivo.
O estudo utilizou informações do Sistema Integrado de Administração de Recursos Humanos (Siaps) fornecidos pela Controladoria-Geral da União (CGU). Além da queda salarial, o levantamento apontou uma mudança no perfil de contratação dentro do setor ambiental.
Entre 2014 e 2022, houve uma redução de 37% no número de servidores concursados, diminuindo de 6.095 para 3.812. Contudo, nos últimos dois anos, houve um aumento de 17%, elevando o número de servidores permanentes para 4.463.
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