Todos os anos, cientistas na Nova Zelândia sobrevoam algumas das geleiras do país. No final de março, uma equipe passou oito horas sobrevoando os picos, tirando fotos para o levantamento anual da linha de neve. Andrew Mackintosh, professor da Monash University, na Austrália, que estava no voo, disse em comunicado que ficou “chocado” com o que viu.
Algumas das geleiras de menor elevação, em grande parte, desapareceram, disse ele, enquanto as famosas geleiras Franz Josef e Fox mostraram sinais marcantes de diminuição. “As observações deste ano reforçam a visão de que continuamos a ver a perda de gelo nos Alpes do Sul”, explicou à CNN Andrew Lorrey, cientista principal do Instituto Nacional de Pesquisas Hídricas e Atmosféricas (NIWA) e coordenador da pesquisa.
As geleiras são enormes massas de gelo que se acumulam dentro e ao redor das montanhas. Elas crescem em invernos frios e com neve e recuam quando as temperaturas esquentam. São fontes de água doce para quase 2 bilhões de pessoas em todo o mundo, mas seu rápido degelo representa enorme risco: não apenas aumenta a possibilidade de inundações repentinas mortais, como está levando ao aumento do nível do mar.
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