A dermatite atópica canina (DAC) é um dos principais desafios nas clínicas veterinárias, representando 37,10% dos casos de alergias em pets, segundo dados da UFMG. De acordo com o veterinário Márcio Barbosa, trata-se de uma doença inflamatória crônica e genética que causa falhas na barreira protetora da pele. Sem essa proteção, alérgenos comuns como ácaros e pólens penetram facilmente, desencadeando crises que costumam surgir entre os seis meses e três anos de idade.
Por ser uma condição que não tem cura, apenas controle, o tratamento deve ser contínuo e vai muito além dos momentos de crise aguda. O especialista ressalta que o cuidado começa de dentro para fora, já que um organismo sem os nutrientes necessários prioriza funções vitais e deixa a saúde da pele em segundo plano.
Para garantir o bem-estar dos cães atópicos, tutores devem buscar orientação profissional para ajustar a dieta dos animais. Uma alimentação balanceada e rica em proteínas de alta qualidade, vitaminas (A, E e biotina), minerais (selênio, zinco e cobre) e ácidos graxos como ômegas 3 e 6 é essencial para fortalecer a barreira cutânea e amenizar os sintomas.
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