O deputado Afonso Motta (PDT-RS) solicitou ontem (18), a exoneração de seu assessor parlamentar Lino Rogério Furtado, alvo de investigação da Polícia Federal (PF) por suposto envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares. A demissão será formalizada até esta quarta-feira (19) com a publicação oficial na Câmara dos Deputados, e o assessor deverá devolver seu crachá, cartões e materiais emprestados do gabinete.
Lino Rogério ocupava o cargo de secretário parlamentar de Motta desde outubro de 2016. Até o momento, a PF não acusou diretamente o deputado Afonso Motta de envolvimento nos desvios. A investigação foca em uma organização criminosa que estaria desviando recursos de emendas destinadas ao Hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul (RS), com cobrança de percentuais sobre os valores repassados.
A exoneração ocorre após a PF cumprir mandados de busca e apreensão, incluindo ações contra Lino Rogério, que foi um dos alvos da operação. Além dele, o diretor da Metroplan, Cliver André Fiegenbalfm, também está sendo investigado. A Metroplan está vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do Rio Grande do Sul.
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