O número de brasileiros deportados dos Estados Unidos cresceu 65% após um acordo firmado em 2018 entre os governos de Michel Temer e Donald Trump, permitindo a realização de voos de repatriação. Segundo dados do Departamento de Segurança Interna dos EUA, 11.300 brasileiros foram removidos entre 2018 e 2022, contra 6.800 no quinquênio anterior. Esse aumento contrasta com a queda geral de deportações no país, que passaram de 1,8 milhão para 1,1 milhão no mesmo período.
Nos últimos quatro anos, 94 voos fretados pelo governo norte-americano trouxeram 7.637 brasileiros de volta ao país, muitos deles detidos na fronteira com o México. O primeiro voo do segundo mandato de Trump, em janeiro, gerou indignação do governo brasileiro, pois os passageiros foram transportados algemados e enfrentaram problemas de ventilação na aeronave. O Itamaraty condenou a situação, afirmando que o uso de algemas em massa viola o acordo de repatriação.
Em resposta, o Ministério dos Direitos Humanos anunciou a instalação de um posto de acolhimento no Aeroporto de Confins (MG) para receber deportados em condições dignas. Além disso, o Itamaraty criou um grupo de trabalho com a Embaixada dos EUA para monitorar os próximos voos. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, reforçou que as deportações devem respeitar os direitos fundamentais dos brasileiros, principalmente daqueles sem antecedentes criminais, destacando o impacto humanitário da política migratória norte-americana.
Copyright © 2021-2026. Onjornal - Todos os direitos reservados.