A delegada aposentada Adriana Belém deixou, nessa quarta-feira (19), o Instituto Penal Santo Expedito, no Complexo de Gericinó, em Bangu, após decisão do juiz Bruno Monteiro Rulière, da 1ª Vara Criminal Especializada da Capital, que revogou na terça-feira (18) a prisão preventiva dela.
Adriana Belém foi presa no dia 10 de maio deste ano durante a Operação Calígula, deflagrada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro para reprimir ações de uma organização criminosa liderada pelo bicheiro Rogério Andrade e seu filho Gustavo, que operava com jogos de azar. O grupo também era integrado por dezenas de outros criminosos, incluindo o policial militar reformado Ronnie Lessa, denunciado como executor do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 14 março de 2018. Na Operação Calígula, foram apreendidos mais de R$ 1,78 milhão na casa da delegada, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
Na decisão o juiz Rulière manteve a prisão provisória do policial militar reformado Ronnie Lessa e destacou a recente aposentadoria de Adriana Belém como delegada da Polícia Civil. “Tem o condão de modificar o cenário fático e jurídico observado quando da decretação da medida extrema.”
O juiz aplicou ainda medidas cautelares para a liberação da delegada. Entre as, medidas, está a proibição de exercer qualquer função ou cargo público e de entrar em contato com os demais acusados e testemunhas do processo.
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