A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo prenderam, nesta sexta-feira (16), a delegada recém-empossada Layla Lima Ayub, sob suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Operação Serpens revelou que Layla mantinha um relacionamento amoroso com uma liderança da facção e continuava exercendo atividades de advocacia criminal mesmo após assumir o cargo público, chegando a atuar em audiências para membros do grupo criminoso.
As investigações apontam que, antes de se tornar delegada, Layla foi policial militar no Espírito Santo e advogada criminalista. Suspeitas surgiram quando a polícia detectou visitas frequentes da então advogada a detentos da facção sem procuração oficial, sugerindo que ela atuava na comunicação interna do crime organizado. Além da prisão da delegada, a força-tarefa prendeu seu namorado e cumpriu mandados de busca em São Paulo e no Pará para desarticular o esquema.
Segundo o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a cooptação da delegada teria ocorrido de forma individual por questões pessoais, sem indícios de que a facção tenha financiado sua formação ou aprovação no concurso. No momento da prisão, o casal planejava abrir uma padaria na Zona Leste de São Paulo, negócio que, de acordo com o Ministério Público, seria utilizado para lavar dinheiro oriundo de atividades ilícitas da organização.
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